Entre um soneto


Tanto ritmo, tanta melodia análoga, entre um soneto,
Que usam - prontamente - para te mostrar,
Palavras erradas, sentimentos que julgam dispersar,
Inconcreta combustão com cianeto!

D'outra forma, d'outro costume
Estonteia com pouco à vontade,
O bibliotecário. A sua palavra gera azedume,
No meio da multidão, pela incontestável verdade!

Aprecia costumes de um Ocidental
Que sabe onde está o bem e o mal
E com toda a sua perícia,
Avassala a carícia.

Ele canta-lhe todas as noites de lua cheia,
Sonetos bem pausados,
Versos bem pensados,
Tão preciosos como uma epopeia.

Dizendo a verdade,
No meio da herdade,
Escondo-se de um familiar,
E sem pensar: Diz-la amar!


Álvaro Machado - 18:39 - 06-04-2012

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Jorge de Sena - Uma pequenina luz bruxuleante

Desventura insensata

Assim.