Desejo daquele cheiro


Foi breve o desejo daquele cheiro
Enquanto entrava pela porta da natureza,
E por momentos esquecia todo o dinheiro
Em troca daquela pureza!

Ia, no caminho prolongado,
Encontrar-me com o velho senhor
Escondido entre ramos... isolado,
Triste sem dor.

Falámos varias horas da vida, da morte, do infinito,
Tudo que não se falara. E por momentos sorriu
Sua face incolor reluziu
Pelo que havia dito.

E ali ficámos... Sós e isolados em grandes conversas
Chorando, rindo, resmungando,
E por vezes às desavenças,
Lá íamos concordando...

A natureza e o velho eram um belo espectáculo de contemplar!
Falavam um com o outro ao som do vento...
Não consegui parar de pensar,
Porquê aquele sofrimento?

No fundo se era feliz à chuva do desejo, ao calor do prazer!
Ele sabia-o. Sei que sim...
Tinha consciência de saber viver!

Já na noite que caíra, soube, que ele sem mim,
Era feliz. Esquecera a alma humana pelo prazer,
E com a natureza viver!

Álvaro Machado - 21:04 - 24-05-2012

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