Luz matinal


Vem à janela da plena cidade a matinal luz solar,
Breve campo triste e vago sem o recordar.
Os barulhos param e torna-se sórdido por sua vez
Trabalhos e esforços e suor camponês

Brilha, assim, pela electricidade
Toda a volúpia; toda a virtude.
E o céu rejuvenesce plenitude,
Perfurando luminosidade

E à brisa do que não é mar se movem
Largas correrias, breves momentos,
Passados por um só homem
Sofredor de sofrimentos

Ele que chora lágrimas secas - impenetráveis,
desinteressantes e não-sentidas...
Esquece. E insiste,
Futuro de que não existe.

Sobe a temperatura: enche-se a esplanada
Vêm as belas altivas ao calor,
Abrasador.

Tanto que doí a sensação desincorporada
Que solto um breve suspiro sem saber
Por raio escrever...

Álvaro Machado - 14:55 - 23-05-2012

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