Saudade do sonho


Falta estimo, vontade de confraternizar
Faltam versos, palavras, para vivenciar.
Meu estimulo perdera-se na lua isolada;
Meu tempo foi vão na alma desolada.

Todos vivem na plenitude das riquezas do Oriente
Abrem lojas, cafés, pavimentos queimados!
«Quem dera à vontade fazer esquecer pecados!»

E o tempo, meu estimado, faz-me ausente...
Desarticula-se-me os ritmos... as baladas!
E já em esquecimento dou breves risadas!

Mas já não falta nada. Nem a própria vontade,
Se falta? Prolonga a chama, quase sufoca,
O horizonte na linha que desfoca.

E tudo que nós sonhamos verdadeiramente,
Não foi senão o que nunca falamos;
Já aproxima descontinuadamente,
O que nunca sonhamos.

Que saudade de tempos que não são tempos
Do calor da noite fresca; do frio da manhã clara;
Sei que são breves e alongados sofrimentos
De uma alma que nunca pensara...

Álvaro Machado - 22:30 -28-05-2012

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