Guache humana


Esta guache foi, no meio dos versículos, pintada
Pela bela natureza e pelos seus belos tons
E foram tempos que, não sendo, ela era retratada
Como a bela natureza primordial

Lá vinham os sons do super-continente!
Colidia a larva e o gelo do Árctico
Causando efervescência no vulcão super-quente,
E na gélida água do alto pico

Aquela guache era, na boca dos ricos, Picasso.
Saindo da sepultura, talvez, quebrando o jazigo em aço;
Nas colheitas dos novos campos carregados
Pintava ele seus belos quadros

E como ele retratava aquela obra-prima!
Retrava-a tão bem como o poeta na rima!
Transcrevia em cores mortas pensamentos vivos,
De um ser humano cheios de egoísmos...

Ó guache moderna e moderna de modernismos
Por cá passam uns sem passar
Mas mantendo-se, sempre, uns jazigos vivos
Vivem para despertar.


Álvaro Machado - 01:43 - 27-06-2012

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