Horizonte e além


Durante a madrugada da noite anterior
Voei mais além. Descaí o corpo ao horizonte,
Sem vontade de ver nascer o sol e o calor
Desta perdição descontente.

E em vão, este voo foi voado
Pelas rimas erradas de um homem
Triste, só e abandonado,
Ele voou mais que além.

Na escrita prolongada que prolonguei
Já durante a noite, de repente, relembrei
Não esta filosófica e inspiradora mente
Mas este corpo que sofre continuamente.

O horizonte é baixo e de neblina; o além não sei.
Para além de ser infinito, recordo bem,
Um final que soa a ninguém
Este eu que naufraguei.


Álvaro Machado - 23:58 - 28-06-2012
 

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