Pela estrada fora


O que consegui observar pela estrada fora
Foram conversas que mais pareciam,
Discussões em má hora.

E tão longe de mim me senti! De vez em quando,
Naquela chuva convectiva que ia relembrando,
Coisas que me desapareciam!

Estava tão vago aquele vago silêncio!
De repente, choveu lágrimas que não choravam,
Faziam anos cativeiro. E o desejo fictício,
Tornava-se fácil pelos que não acreditavam,
No vago silêncio!

Assim, percorrera sobre mim todo aquele mistério
Naquelas viagens que navegara a todo hemisfério...
E jamais relembrara o doce cativeiro
Dos anos que vivi de marinheiro
Mas isto são saudades: ó salgado cativeiro!

Álvaro Machado - 21:29 - 05-06-2012

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Jorge de Sena - Uma pequenina luz bruxuleante

Da outra margem!

de folha em folha, tudo cai vão