Vida de Ventanias



A vida não é mais do que ventanias,
Tempestades e alguns momentos
Tudo é falso! O homem é cheio de manias
E constrói variadíssimos monumentos,

Esperando, por fim, em pedra imortalizar
Vida curta de um grande amor...
Vai esperando até acabar
Desaparecendo cheio de dor...

Este sou eu: a pensar sem pensar,
A passear distraidamente;
Continuo neste meu andar,
Imortalmente...

E paro: observo vastas multidões!
Tudo é tão semelhante!
E alguns acham, em andar desconcertante,
Valer mais de mil tostões!

Mas acham na sua heterogeneidade
Estúpidas manias de um povo bárbaro!
Eu, viajante, achei pouco raro,
Por tudo ser feito de homogeneidade.

Álvaro Machado - 23:57 - 04-07-2012

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