Guerra valente


O guerreiro, que de guerreiro tem tão pouco,
Carregado de energia por de trás de um exército
Fazia-se de fera incontornável em todos os sentidos
E gritava aos outros num silêncio rouco:
"Lutem, lutem e lutem!..." Lutariam afinal os soldados?

No céu, que de prolongando o tempo é virtude,
Passam-se dias por sóis controversos e chuvas metódicas
Vai mais além... Na mesa defronte de mim, que deve ser de jantar,
Alternam as famílias, as conversas, as ideologias do seu pensar
E a hora de jantar começara da maneira mais que rude.

Tudo se anseia pelo dia de amanhã, apesar de incerto.
Morrerei eu em combate? Morreremos nós numa batalha sangrenta?
Espírito de guerreiro, que não sou, atravessa-se por certo,
Nesta mente turbulenta.

Chega a hora... Despedida à mistura; lágrimas escorregam...
Escassa, toda a hora, que é curta ou parece ser.
Mas nós, ávidos incontroláveis, saímos ao amanhecer
Como os marinheiros quando navegam
Aquelas marés bravas que enchem as pulsações,
D'um infernal frio que nos dá ávidas emoções!

Serei eu, que em mim só encontro ódio, que morrerei?
Logo hoje que é dia de Áspides...
Belo dia, que de especial tanto eu esperei,
Será hoje o dia que verei todo o batalhão?
Ou esperarei antes por um final de desilusão?

Álvaro Machado - 17:05 - 29-08-2012

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