Esplendor


És um esplendor, um paraíso vulgar no meio de tantos...
És um caminho de entre tantos homogéneos.
De que valem as calúnias de não sei quantos?
Se tudo é um rio de génios?

Génios que discursam numa praça pública tanta profecia
Que nem os próprios, apesar de tudo, acreditam.
Encurrala-se a praça de frias sensações; Sensações de agonia,
Atravessam entre os ouvintes que despertam!

Aquela multidão cheia de inércia cansa o próprio tempo...
A hora passa a ser dolorosa e o seu fim interminável.
Dentro em mim, consoante esse tempo,
Acho uma nova forma de me tornar incansável,

Essa de sonhar mil razões para ser um génio abandonado
Que vive numa casa sem paredes, ao relento da opinião,
Desses outros génios tão iguais a si mesmos que nunca entenderão,
Esse motivo que é de estar somente isolado!...

Por isso, também tu és uma luz descontrolada
Que vagueia consoante as exteriores impressões
E nada do que és prevalece aos serões
Da repentina brisa desconsolada

Álvaro Machado - 19:15 - 04-08-2012

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