Homem que morrerá


O homem morrerá
Nunca, talvez, quererá
Porém, ele próprio saberá
Que um dia morrerá

Esse dia solene e impróprio
Em que o homem vive até morrer
Esse dia insólito e pouco sóbrio
Em que ele vê tudo desaparecer

A crueldade, todavia, reinará
Sem tentativa de derrubamentos
Ordens serão acobardadas pela manhã
E Deus será a preze dos maiores agradecimentos

E vocês, homens todos, verão
Hipocrisias, suspeitas de bondades,
E logo vocês saberão
Ser este o mundo de contrariedades!

Álvaro Machado - 18:55 - 11-09-2012

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