Mar das inocências



Inocente mar das coisas inexistentes
Em ti o horizonte desvanece, por ser neblina,
E a madrugada vai longe com inocentes
Cercados pela neblina...

Remar, remar e remar como a pena não valesse
De chegar ao Destino, por estar a milhas daqui,
E entregues à sorte e ao que ali acontecesse
Fomos remando por ali

Em simultâneo, dois mares vão-se cruzando
Pelas águas agitadas; Cheios de navegar,
Por ali vão controversos até desertar
E nunca, nunca se tocando...

Inocente mar das frias sensações
Em ti as coisas tornam-se realidades
Como se estes mares fossem paixões
Cheias de impossibilidades...

E indo a remar, talvez, ali vai o guerreiro
De cruz ao peito e de laço ao pescoço
Bradando aos mares todo aquele alvoroço
Que vai passando desde marinheiro

Em dois mares que se cruzam e nunca tocam
Lá ao fundo do mar de águas agitadas...
Dois mares inocentes que amam
A história de antigas cruzadas...

Álvaro Machado - 17:14 - 23-10-2012

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