Cansaço da humanidade




O que nos movimenta, enquanto vivemos,
É o som do vento, o escorrer da água,
A paisagem no horizonte, o fulgente sol...
(E o que de resto há?)

O que nos exalta ou nos torna frenéticos,
São as catástrofes devastadoras, as tempestades
Chuvosas, as impossibilidades trágicas...
(Um dia, nem isso haverá...)

Quem nos leva ou nos traz para aqui,
É um caminho ébrio que não interessa;
E porque quem nos cruzamos ou avistamos
É o mesmo que não ver ninguém...

Um dia cruzar-me-ei com alguém
De quem muito poderei gostar,
Ou detestar, mas não será mais que um cruzar
(Ver o seu interior nunca poderei!...)

E assim são os transeuntes com quem me cruzo
Todos os dias em que saiu à rua ou ao café!...
Cansam-me tanto, tornam-me tão nefasto
Que nem sei se quero mais sair!...

Mas... quando o dia vier em que o destino espera
Por mim, aí me erguerei perante todos os homens,
Elevarei o meu espírito até às nuvens, e sozinho
Serei mais do que um simples homem!...
(E aí o nosso Destino cruzar-se-á)

Álvaro Machado – 18:07 – 16-11-2012

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