Manifesto




Há-de vir, coração, o sopro longínquo dos males
Que acercaram as cinzas do que de ti não resta,
E ao topo de oiro e de luz, acima dos vales,
A visão de crisólito manifesta.

Dez árvores que resplandecem de azares
O lado negro que agora, não sabendo,
É razão infindável para não amares
O lado que está sofrendo.

E o cheiro a Hissopo faz as pálpebras lacrimejar
Insensatamente… E a brisa de oiro e de luz
Ali no cimo dos vales, pregando-o à cruz,
Faz amar-te, assim, sem nunca cansar!...

Álvaro Machado – 20:32 – 26-11-2012

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