Ida de abandono




Quando te abandonas do bom da vida
Em tua volta só encontrarás felicidade,
Mas, no teu interior destroçado, serás a eternidade
Que sempre relembra o momento de ida...

Partiste. E à chegada ninguém vês te esperar.
E pensas no mal dos carris, ou no mal do condutor,
Porque não és lúcida para admitir que foste desertor
Do lado bom que te quiseram dar...

Pois eu te digo que és a longínqua alma de Deus,
E de todos aqueles anjos sobrepostos no ar...
Não és mais nada do que isso e ninguém te quis amar.

Pobre alma com quem ninguém se importa, (nem o próprio Deus...)
Pobre alma com quem ninguém conseguiu falar,
Nem tão pouco, um dia, gostar...

Álvaro Machado – 18:55 – 17-01-2013

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