Os tempos




O estremecer das portas,
A velocidade das pingas,
As ruas tornadas ermos,
É não sermos...

Existe, sentimos e queremos,
Mas não somos...
A chuva é triste e fria
E não pôde escolher se queria,

O sol é pujante e quente,
Mas não pôde escolher, porque nenhum sente
Ser clima ente a nós...

É a natureza que nos bate à porta.
E o que ela nos diz é de estar morta,
A chuva que foi a sós. 

Álvaro Machado – 22:41 – 18-01-2013

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