A cidade, a minha cidade.




Enquanto há sol nos dias da minha cidade,
Fito uma noção de comércio que me fascina.
Mas há bancos e ruas a mais na cidade
E luz a menos, quando nos parte o sol.

Passo nas novas construções, de passagem,
E há o tlim ensurdecedor das máquinas a trabalhar...
Quando lhe raia luz os movimentos tornam-se frenéticos
E os trabalhadores estão vivos e trabalham! O resto contempla!

Depois, parte o sol. E fico eu nas ruas da cidade, sozinho.
Passou de ensurdecedora a desolada por entre mim...
Passo por sombrias e mudas máquinas que não se fazem ouvir!
E eu não lhes oiço, nem por um segundo, um único suspiro!

Não sentir luz é de facto triste. É a natureza.
E os bancos da minha cidade? Estão desertos a estas horas!
Só eu a passear e a fitá-los com um vazio de quem não tem lar...
Pessoas há, mas há-o de um outro passeio de um outro lado.

Deste lado sou apenas eu e a ideia de comércio fulgente
Quando há dia e lhe raia luz, porque me fascina;
E a ideia de comércio sombrio e decadente
Quando cai esta noite deprimente.

Álvaro de Magalhães – 21:46 – 04-02-2013

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