Só a passar




Um tanto tempo passou
Um tanto tempo bastou
Para que nada bastasse
Nem mudasse.
Pensei que, com o tempo a nunca parar,
A ferida curasse
E a alegria pudesse voltar
Como se todos os dias mudassem
E mais quedas não houvessem...

Sempre colhi boas mágoas do passado;
Tinha a crença de um dia as poder ultrapassar
E, assim, ia-as colhendo de bom grado
Como se fosse fruta de um pomar,
Sempre muito encantado,
Pensando para mim: um dia isto há-de passar!
E não passou
O tempo não bastou,
Porque nada cura só a passar.

Álvaro Machado – 14:48 – 30-03-2013

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