Sobre reis




Escrevo hoje sobre reis.
Sentado.
Inspira-me o que me foi ensinado
Sobre um qualquer reinado
Em bruma, em mistério, em silêncio...

Reis de Espanha ou de Portugal,
Eram os nomes pronunciados.
(Salvo erro, claro!) eis que me encantaram
De uma maneira que não podia ser igual
Aos monótonos dias passados!

Os cânticos de ave dão como entrada
A brisa boreal, toda aquela aragem
Que nos dá alento e mais coragem
P'ra erguer o peito sobre uma cruzada
E exclamar, bem alto: "Quero eu o sopro da viragem!
Quero eu navegar contra tudo e todos!
Não quero capitães que me valham,
Nem marinheiros que me desconheçam!
Navegar, navegar, justamente navegar!"

Onde ia eu? Ah, parece que já me ia perdendo!
Ia nos reinados de príncipes encantados!
(Que governam Portugal ou Espanha!)
E com nostalgia vou recordando
O tempo dos réis que iam governando
Sem saber palavras simples: pátria, bravura, nação...
Palavras que eram simples para quem tinha um coração!
E, para quem o não tinha, não passavam de palavras
Porque eram só palavras sem nenhuma acção...

Álvaro Machado – 21:22 – 15-03-2013

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