Invasão divina




Invadem-me, no sonho, deuses das galáxias moribundas,
De um suspeito ar desconhecido e imaterial
Onde suas mãos transcendem toque magistral
Por meio de elegias desencantadas

Que, entre um sopro, uma cantiga de amor,
Um desgosto avassalador
Impede que o meu sono se comece a manifestar
Por gotas caírem num sentido de não findar...

Tremenda insónia vai agreste do meu quarto ao Olimpo,
Que ceptros e bastões não bastam para que o céu seja limpo.
Têm forças, outras mais gloriosas, estes deuses que transcendem
Outros deuses, deuses da terra, que contra estes tudo perdem.

E volto-me para retomar o sonho, que mais parece pesadelo.
Esqueço por que me invadem estas noites de sono interdito
- De volta à noite calma, inquietante, que ouve o que tenho dito,
Só ela sabe o que quis ser e porque nunca consegui sê-lo...

Álvaro Machado – 22:55 – 22-04-2013

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