Perdidos fragmentos




Temo por vos recordar
Em que outros tempos foi esquecer
Junto ao Tejo, com a cabeça a sonhar
O que o corpo quer crer ser.

Ele suplica à alma o que alma sofre
Enquanto divagam nas recordações.
E brisas do rio, fiéis às navegações,
Guardam-me a viagem num cofre...

A prisão da minha vida é estar em liberdade
- Parece que estarmos naquele diálogo
Não serviu para concretizar sonhos que sonhamos,
Os mesmos em que, naquele momento, acreditamos...

E porque este fim de tarde partiu está claro o horizonte:
É seu rasto em viagem, ocultado por um monte.
Ah! Mas onde está a esperança de o fazer recordar
Se é tempo de acordar?

Álvaro Machado – 20:43 – 13-05-2013

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