Sentenciado




A vida não tem significado nenhum, ó ventos!
As paisagens são a nossa distância com tudo.
Então como posso dizer aos meus sentimentos
Por que os constantemente mudo?

E falar adianta, pelo menos para mim.
É como estar a tentar convencer-me
Que todo o início tem um fim
E o meu será, sempre, o de perder-me.

Não saber mais de vós, ó lamentos!
À deriva serei mais feliz.

A minha viagem é recôndita.
Só para um poder navegar.
Atrás não posso mais eu voltar,
Mas a minha sentença ainda não está dita!

Álvaro de Magalhães – 20:50 – 28-05-2013

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