Futuros longínquos




Está no futuro, no futuro dos futuros
A verdadeira dimensão da humanidade.
Está noutro universo, sucessor deste,
Quem nos dirá quem agora não sabemos.
Está no vácuo, na matéria negra, nesses buracos tenebrosos,
A nossa origem e o que faremos com ela.

Se não compreendem quem agora sou,
Não poderão compreender quem irei ser.
E as almas são levianas no Jardim do Éden...
(Tão pesada, minha alma, em que imperceptível galáxia a espera!)
Planetas renovar-se-ão sem mais ninguém poder ver,
Novas vidas gerar-se-ão sem mais ninguém poder viver.

O girar da terra é imenso, é grande, é majestoso.
Seu sol ardente, sua lua deslumbrante, índole magnifica,
Haste de toda a cor, vontade de todo o ser,
Deus crença da criação, luz sublime do crescer,
Água de todas a esperanças...
E, por fim, o homem e as suas lembranças...

O futuro é-nos eterno! Quem o não viu?

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