Mudança



Poder-se-iam viver, tão perfeitas e tão reais,
Afastadas do nosso campo de visão,
Com as ondas submissas passando no cais
E a tornarem a vida sem escuridão…

Poder-me-ia erguer,
Como se pudesse vir a ter esperança,
E tornar a desgraça em abonança
Se na vida soubesse eu crer…

Mas quando estou a sonhar
Soam-se-me cornetas a anunciar infortúnio,
Um som calmo e trágico simultaneamente
Da minha vida me não fazem acreditar!

Tudo poderia ter um desfecho diferente,
Ó sonhos meus, ébrios e destroçados!
Porquê? Poderia eu em ti acreditar
Se os meus dias já não fossem dias acabados!


Álvaro Machado – 19:39 – 21-07-2013

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