Ser como vós?


Para tudo e todos eu declamo altivamente:
Pouco ou nada vale a vida e o espírito e a alma
Se enquanto durarmos não virmos para além do que somos!
Mas porquê, porquê tudo tão complexo e extenso e cansativo?
Noites passadas em branco, cheias de vento e de solidão!
Pensar frenético e agonizante por não crer na vida! Em nada!
Uns falam-me dos supostos criadores, falam-me em religião barata;
Outros falam-me na criação do universo, nos astros, na possível vida noutros lugares!
Que coisa dos diabos! Pensar que o homem poderá dominar outros mundos!
E tudo isto é frio no meu coração - pessoas, dias, crenças e universos...

Mas eu olho-vos e vejo-vos e sinto-vos como insontes que não querem mais
Do que o que têm ou o que são; pensam que a vida é a vida e as histórias se não contestam!
Olha, olha para o mundo que criaste Deus nosso senhor! Tudo igual a tudo e tão reprimível!
Nem uma única alma se interessa pelo ocultismo, nem vê Satanás nas sombras!
(Passaram, por este mundo, almas com verdadeira alma dentro de si,
Obras magníficas haviam criado, mas a consciência que a vida é vã
Levou-os a sucumbir num relâmpago e acabaram por desaparecer as suas memórias...)

E afinal o que eu queria era ter-vos comigo...


Álvaro Machado - 22:56 - 04-07-2013

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Da outra margem!

de folha em folha, tudo cai vão

Jorge de Sena - Uma pequenina luz bruxuleante