Serenidade


Sereno, neste meu espírito de ninguém.
Bate furiosamente encosta a encosta, o mar,
Sem que as forças se movam além
Eu paro e deixo-me levar.

Sereno, sei ver muito bem o juízo final.
E, erguendo-me até bem perto do areal,
Com todo o horizonte sinistro em frente
Estendo os braços destemidamente.

Leva o mar a minha vida,
Minha esperança de continuar...
Talvez um dia tudo possa voltar
E seja outro eu na sua vinda.


Álvaro Machado – 21:28 – 28-06-2013

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