Lei Fatal.


Sou um servo das leis fatais,
Das quais padeço sem saber porquê.
A travessia é dolorosa, não sei por onde vais,
Nem sei como a vida se vê...

É fulgente, é desfocada?
Alegra-nos, entristece-nos? O que faz?
Não sei, sou cego; não tenho amigos, nem família.
Tenho sorte por sentir o vento...

E tenho sorte por supor que o céu existe,
Que Deus nos criou, que isto mesmo se chama viver...
Parece-me que o amor também está neste mundo,
Mas ainda não o conheci...

Noite adentro, agora, e a espera é agonizante.
Continuo sem saber nada...
E o universo inteiro é uma dissimilação
Do sentimento galáctico...

Álvaro Machado - 22:56 - 02-10-2013

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