Perguntas vãs, respostas inexistentes


Corria o tempo; simplesmente passava…
Não sabia como, não sabia porquê,
Porém, havia lhe perguntado:
“Tempo, porque passas?
Sabes que eu não queria que passes assim?
Queria que fosses eterno, que não tivesses fim…
Assim, não me separaria de ninguém,
Assim talvez a dor menos se propagasse entre mim…”

Tão incongruentes são estas minhas perguntas
Que, na inocência de ambicionar dar de caras com o universo,
Se sente só e de estado atónito p’ra limitação que aparamente nega ter…
Tão imbecis são estes meus pensamentos da indecisão e da incerteza
Que, enquanto o céu me não responder, continuarei assim, neste impasse solitário,
A cantar a triste saudade, o triste desejo de querer conhecer mais de mim
E deste vasto universo repleto de vida que todos os dias bate à minha porta…


Álvaro Machado – 18:32 – 04-10-2013
 

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