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A mostrar mensagens de Novembro, 2013

De um terraço…

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Esquecidos do tempo.

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Traçado

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A noite é a solidão de todas as almas.
É o precipício em que ninguém quer cair.
Nenhuma quer ser só.
Morrer só.
Cair em esquecimento para sempre.

Mas eu escondo-me por entre a noite,
Em lugares recônditos mais sombrios
Do que a própria noite conhece.
E tomo consciência disso
Como alma perdida que sou...

E de que me vale sentir tanto
Olhando a lua, achando sublime a vida, amando outros planetas?
Hei-de acabar como comecei: na indefinição eterna de todas as sensações!
Um dia isto não será nada e o barco há-de também partir
Rumo para qualquer coisa chamada de fim...

Álvaro Machado - 22:11 - 20-11-2013

Quem eu sou?

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A minha alma não tem dono,
Nem lugar e muito menos sentido.
Tem caminhos dispersos e ao abandono
E um frio, de vez em quando, pressentido.

Não tem horizonte que lhe alente de esperança,
Nem sol nem luar que se lhe venha a surgir.
É um todo sombrio que me tem vindo a possuir
Desde que deixei de ser criança…

Os sonhos, por vezes, são amálgamas
Que nem são vida nem são sonho;
Pertencem a um ser enfadonho
De dispersas almas…

É impenetrável, saudosa, sozinha
E para sempre será minha!

Álvaro Machado – 21:04 – 16-11-2013

melodia.

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da salvação dos tempos
que urge disperso no céu
não sei se são lamentos
ou o destino que é meu...

mas circunda em minha volta
aquele daquele do outro astro-rei
uma ponta que se vê solta
e que eu não sei se a amei...

doira e estende-se
entre o café do entardecer...
volto-me; e o coração arrepende-se
sabe, não sabendo, que ninguém o quer...

e todo o olhar cerrado
entre a multidão escrava
fora o meu sentimento abandonado,
de nada ninguém o encontrava...

até que, lá ao fundo, disperso,
parecendo o céu quando escurece,
é o meu coração tremido em verso
que nunca de nenhum sentimento se esquece!

Álvaro Machado - 14:55 - 11-11-2013

Mera lembrança.

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Lembro-me de estar sentado
Sobre a minha consciência
E pensar, com muita inocência,
Que Deus estava ao meu lado.

A vida poderia ser sempre assim,
Calma, de plenitude dotada;
Seria tudo melhor para mim,
Viveria-a muito menos atribulada...

Só que o momento seria de não-lucidez,
Seria um estado superior...
Transformar-se-ia glorificador
E ninguém saberia quem o fez...

Leonard Sagè - 22:14 - 09-11-2013

Vós.

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Nunca verá a luz do dia
A criação
Nem ninguém a veria,
Se é o corpo vão..

Nem, em vós,
Encontrareis
Ao fundo do decurso a voz
Do que nunca sereis…

Porque ela tem existência
Noutro lugar
Para além da consciência,
Aquém do que é amar…

Álvaro Machado - 21:36 - 08-11-2013

Alma nocturna

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Solto, à noite, o instinto
De andar por entra a sombra, perdido,
A deambular sobre o que sinto
E parece que não foi sentido…

Ando entrelaçado com a solidão alucinante
Quando passo por um velório, defronte.
Comoveu-me ver tantas almas a velar
Quando nem a minha hão-de chorar...

E por mais que eu escreva, o que serei eu?
Por mais que sinta, por mais que seja...
Tudo terá destino seu.

O decurso da vida será sempre o que aconteceu
- Cada momento, cada momento que se almeja
E quando se vê, já desapareceu.

Álvaro Machado - 00:36 - 07-11-2013

Multidões

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Quando passo por entre a multidão
Não sou eu...
É um eu cheio de solidão
Que passou e se perdeu...

Que, quando se vê cercado,
Entristece, porque não queria que fosse assim...
E, quando pensou, já a noite havia chegado,
Suspirou: «Isto não é para mim...»

Ficara um silêncio no universo imenso
Quando estas palavras se propagaram.
Mas não, ninguém sabe o que eu verdadeiramente penso
Porque nunca me encontraram.

Na multidão, por entre todos os rostos,
Volto-me; e sou invisível.
Não sei como os caminhos estão dispostos,
Não sei se o fim é acessível...

O que eu sei é que a cada passado dado
Sou outro eu e o universo é sonhado.

Álvaro Machado - 17:10 - 05-11-2013

Cismo clássico.

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Cismo! Não posso ouvir Tchaikovsky!
Não posso sair de casa, senão alucino,
Crio uma imensa ópera emblemática
E o zumbir dos carros tornar-se-á, ele mesmo, numa obra d’arte!
Não posso! Nem quero, aliás.
P’ra que irei tornar cada passo dado por transeuntes
Numa magistral e ao mesmo tempo destruidora melodia?
Ah, eles não merecem! Está tudo sem alma para a arte!
Prefiro sofrer sozinho, sob a pena da escuridão do meu quarto,
Com a janela entreaberta, o fundo clássico entrando impiedosamente na minha alma
- Que me perturba de uma maneira impossível –
E a saber ter a perfeita consciência que me dói viver…
Dói-me. Não consigo parar de me preocupar com todos os transeuntes, de sofrer com eles…
Não consigo parar de pensar no nefasto futuro!
Olha o maestro, como ele se ergue amando inteiramente a melodia,
Cismático, emblemático, apaixonante!
A apoteose chega-me agora, todos os instrumentos se misturam,
Chegámos à perfeição, à arte de todas as artes.
Levanto-me. Ergo as mãos, ajoelho-me para este homem.
O cismo é …

Ordem.

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Acorda. Hoje ainda estás aqui.
Seria pior se tivesses partido precocemente.
Precipita-te para a janela da velha casa
E vê somente os pássaros a voar.

Encanta-te. Não há nada mais sublime
Do que vislumbrar um himenópode
Defronte, naquela telha quebrada,
Cantando qualquer melodia.

Esquece então o enfado da noite passada.
Não acabes contigo, não sofras mais…
Porquê sofrer se nunca haverá nada de mudar?
O único que muda és tu: ninguém!

E hoje cruzar-te-ás por qualquer figura humana
Que esteja a varrer as folhas do Outono entristecido…
Não são as folhas que são varridas, senão almas
Há muito, neste espaço de tempo, perdidas!

Álvaro Machado – 15:10 – 04-11-2013

Eterna Metafísica

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Não tenho maneira de fugir desta condição humana
(E já o navio parte do templo)
Há uma eterna prisão dispersa entre o real e o sonho
E este pedaço de terra impossível de ser eu...

As praias em que desembarco intrigam-me imenso.
Renasce-se-me uma nova esperança ao desembarcar,
Toda a areia que ergo com a minha mão é uma eterna confusão
Que me vai escorregando da mão...

Lá, no disperso momento em que não temos direcção,
Cruzámo-nos entre árvores e animais selvagens...
O espectáculo da natureza vivido entre turistas
Ali está tão bem presenciado!...

Depois o templo. O silêncio cerrado, a devoção,
O juramento insensato, mas sentido, de todos.
Vestes que ficaram à chuva para que a alma renasça
E se erga em fogo ardente. Deus existe.

Saindo, mais intrigado, mais atónito do que antes,
Chegando à embarcação com tonturas desajustadas à compreensão,
Sento-me e reflicto, muito sozinho, o que havia passado há instantes...
(Terá sido aquilo tudo uma partida de alguém divino?)

Continuei toda a viag…

Estados d'alma

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Tenho um estado de alma diferente.
Nunca sabe o que quer, nem quando quer.
São muitas almas na mesma corrente
E o horizonte é uma névoa que me faz desaparecer.

O meu constante estado quer procurar
Um sentido que lhe diga o que, afinal, está aqui a fazer.
Continuamente, cada vez mais ébrio, para querer viver
Num lugar longínquo que esteja a brilhar.

Que tenha esse mesmo lugar
Toda a incongruência e disformidade
Que em mim mesmo inerentemente há-de estar
Se continuar a inexistir a felicidade.

Quero uma praia que um dia nasça
E outro dia se desfaça
Com a mesma verdade com que foi criada.

Quero que um dia a vida me faça
Saber me desviar da desgraça
Com a mesma plenitude da terra sonhada.

Álvaro Machado - 22:03 - 02-11-2013

Sentir demais

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Tenho em mim tanto sentir
Que não sei bem precisar,
Sou de um pequeno lugar
De caminho invulgar
Onde toda a gente quer vir.

Só que ele é, ao mesmo tempo,
Oculto lugar.
Tem que se sentir, vivenciar
O que está para além do campo
Entrar adentro dele e ali ficar.

É um mundo novo entre mãos,
Transcendente a mundos anteriores;
Qualquer um almeja as suas cores,
A extensa colectânea de corpos vãos
E todos os sentimentos, ali, são superiores

Como um Jardim do Éden diante de uma floresta
Sempre oculto a qualquer alma vulgar;
Para o espírito poder entrar
Tem que sentir demais, porque demais nunca resta:
É preciso o pequeno sentimento se amar.

Álvaro Machado – 14:40 – 02-11-2013

Pelo comboio.

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Se realmente existisse esta viagem,
Poder-se-ia declinar a rota, poderíamos ir na dianteira,
Esquecer-se que para além à margem
E viajar com a paz na alma p’ra vida inteira.

Meio sonâmbulo, meio morto,
Mas com a tranquilidade certa
Para esperar uma nova descoberta
E fugir deste mundo absorto.

Encostados ao mar,
Pertos de amar,
Feitos p’ra viver!

Com o destino a nos cruzar,
Criamos laços para depois tudo acabar.
Somos feitos de anoitecer!

Entretanto, quem vai ao meu lado
Vai estando a ler
Um livro qualquer
De um escritor consagrado.

Consagrados, porventura,
Deveríamos ser todos!
Todos poetas de uma vida dura
E todos encantados!

A meio caminho estamos indo,
Passando pela cidade nunca vencida,
Um rio inteiro correndo, o olhar caindo,
E a vida acabada de ser perdida…

Mondego que nunca te irei esquecer,
Tenho que me encontrar noutro caminho
- Muito, pouco, perto ou longe, o que houver
Será o rasto do meu pergaminho.

Hei-de ficar caído.
Com o coração partido.
E nunca à margem hei-de estar

Mais uma que caiu

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Cai e fica caída,
a folha caída.
Cai, fica esquecida,
tão esquecida pela vida.

Levanta, iludida,
levantada nunca há-de voltar.
Continuará a folha perdida
até o Outono findar.

E todos os que aqui passam,
passam, fingem, esquecem,
que um dia assim também acabam
e assim todos o merecem.

Álvaro Machado - 12h00- 31-10-2013

Inteira criação

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Mar e sol e estes codessos amarelos
Por onde sobrevoam borboletas,
A brisa passa,
O canto do rouxinol se ouve,
As nuvens permanecem,
A paz imbuí a alma...

Quero pertencer a esse lugar também,
De onde o pequeno nada é o tudo, inexplicável,
Como uma pequena folha que cai da árvore,
Simplesmente, porque é o decurso da vida,
E que é magistral poder observar,
Observar tão peculiarmente...

Mar de todos os tempos, amo ver-te, ver as tuas ondas
Batendo sobre a encosta adormecida;
Sol de todo o sistema solar, onde os teus raios iluminam a terra,
Alentas a alma de cada um de nós com esperança;
Brisa transeunte, deleite de passagem efémera...
Canto frágil e submisso de rouxinol todas as manhãs...
Nuvens que perduram à janela, azuis, cinzentas...
E para isto tudo, chamamos natureza. E paz.

Álvaro Machado - 13:55 - 27-10-2013

Mansão

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Vê que a minha casa foi derrocada
Por um qualquer vento que passou...
Tudo que tinha perdi, fiquei sem nada,
E agora não sei para onde vou...

Vê que rompeu-se o tecto e as janelas estão quebradas.
Tem em atenção que isto é o que eu sou
E não vou mudar, só porque tu me agradas.
Se fores, fui só mais um que por ti passou...

Todo o significado verdadeiro da vida,
Em mim, é a natureza.
Detém uma própria tão beleza
Que nunca a quero desaparecida...

Não quero partir.
Quero ficar.
Quebrada está, há-de continuar,
E eu não quero daqui sair...

Álvaro Machado - 15:00 - 27-10-2013

Boémio

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Não tenho porque não querer viver
Aquela vida boémia que todos viveram,
Em outros tempos, em outras circunstâncias.
Talvez embriagado saiba melhor ser eu,
Melhor me conheça, mude os hábitos, as rotinas,
Que talvez o tédio se finde e as preocupações tomem rota idêntica.

Talvez não, também; haverá sempre um senão
E o caminho será, também ele, uma eterna indecisão.
Se ouso mostrar-me nestas circunstâncias
- Em que enalteço o valor nobre do sentimento humano –
Deixai-me, pelo menos, mostrá-lo embriagado
E assim talvez custe menos, e me ache um artista…

Transcendente é o caminho que a febre leva a percorrer…
São dimensões ocultas, tão misteriosas, tão perigosas,
Que eu, meu deus, que enalteço a toda a hora a tua imagem,
Sinto-me só para poder tocar nestas dimensões,
A não ser que o meu estado seja não estar no meu estado,
E aí estarei somente no mundo meu.

Dir-me-ás tu quem escreve estas linhas sobre as margens?
O poeta vulnerável e completamente incongruente?
Ou o poeta que se manifesta…

Interceptado por Deus

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O quarto é sombrio, é pequeno.
E o sentimento que nele se cria
É prolixo, onírico, magistral.
Passa a ser a minha vida, a noite infernal
Tão assim só me queria...

Constrói-se em mim uma sensação
Que leva o universo à sua formação.
Constrói-se-me tudo enquanto tenho uma crescente loucura,
Dentro de mim circundam astros, morrem, nascem, multiplicam-se!
E se eu ousar desvanecer à próxima neblina,
Desvaneço com a poesia no meu coração.

Deste quarto nasce todo o pensamento, toda a certeza
Que o que virá no porvir será melhor.
Acabarão os pesadelos, toda aquela vileza
Que sempre esteve bem vivida, sempre bem imbuída de dor
Que ninguém entendia porquê.

Tudo é p'ra mim extensivo, cansativo, deixa-me lasso o corpo!
Deus, defronte de mim, num outro pensamento e num outro quarto
Intercepta-me, deixa-me ouvir a sua voz e fico embriagado!
Embriagado flutuo entre as dimensões todas que constituem o universo,
Transcendente, irreais, impossíveis, completamente loucas!

Tudo! No meu quarto sombri…

Raio de consciência

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Tive de rastos a consciência,
Perdida numa penumbra qualquer,
Vagueei quase até à morte, perdido,
Sem ninguém me conseguir ver.

Passei ao lado das ruas, dos passeios, de todas as coisas,
Mas ninguém estava lá, tudo havia partido,
E eu perguntara a mim mesmo para onde tinham ido
Aqueles que, agora, tinha perdido...

E entretanto, desloquei-me para aquela corrente do mar
Com a cabeça perdida, estava prestes a querer terminar...
Por uma última vez vi toda a força da natureza, voltei a suspirar,
E pensei para mim: não mereço aqui estar.

Não pertenço aqui; todos partiram.
Paris é só a desolada alma que me deram.
Onde estão todos, que não os hei-de fitar
Se sozinho é meu destino ficar...

Leonard Sagè - 22:46 - 25-10-2013

Imenso, demasiado.

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Pergunto-me qual o sentido para viver,
E o que é isto tudo. Às vezes estou disposto a esquecer
Para tentar conseguir estar aqui.
Mas tudo me dói interiormente…

Nasci com imensas almas e demasiadas perguntas.
Pedirem-me para não questionar, é pedirem-me para morrer.
Não quero viver num mundo que não acolhe os meus ideais…
Onde estão, agora, as nossas conversas à lareira?

Aquele fumo, presente no ar, alentava a alma,
Impunha-lhe uma essência tão própria
Que cheguei a crer que fosse verdade
Que vale a pena viver…

Mas o fumo, nesse mesmo instante,
Cessou entre a nossa conversa.
Passou… como nós todos temos passado,
Reduzidos a pó…

Álvaro Machado – 16:45 – 25-10-2013

irei ser sempre

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irei sempre amar
a condição do homem
- ansioso por vincar
para além dos astros que movem;
ansioso por querer ficar
neste mundo, nesta viagem...

conforme o meu coração,
que bem se adequa à ilusão,
marinheiro navegante
da deriva nunca precisa,
sempre cravejado na sensação
indecisa, dolorosa, inquietante
de nada, de ninguém, de vácuo de sim e de não...

nada. ninguém.

Álvaro Machado - 22:15 - 22-10-2013

Pranto

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Tenho calma e vontade,
Calor, frio e saudade.
Quero vir a relembrar
Aquele momento,
Que passou, já se vai,
Perdeu-se na noite de luar
Encostados ao jumento
Parecíamos estar...

Porque, sabendo bem,
A verdadeira vitória enquanto vivermos
É o talento que tem como nascente
Um rio de pureza, de magia crescente,
E sermos nós aquilo tudo, nós sermos!
Mais ninguém!
Para ser única basta fazer algo único,
Nada igual, companheiros!
Esqueçamos o pranto, os desordeiros,
O nosso hino é viver para lá disso!

Álvaro Machado - 18:03 - 21-10-2013

Aclamação

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Vida, esta vida que um homem tem como um vagabundo,
Que na fúnebre praia de onde o mar se ausenta o coração vai soluçando
Por uma brisa que acalente o gélido sentimento que por aqui anda
Sem andar e sem sentir, e nem sabe quem o manda...

Indefinido sentido quando olho para o sentido que te quero dar,
Ó vida, que sentido, que rosto, que tens em tua direcção?
Porquê todo o ser humano e todo o sentimento vão
Quando falamos em amar?

Mas o que podemos nós amar em ti, vida?
Corrompidos estão todos os transeuntes...
Desajeitados estão, todos como dantes,
Na anterior vida ditada de esquecida...

Álvaro Machado - 16:22 - 20-10-2013

Um sino qualquer...

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Saúda a morte, deixa o tempo a passar,
Que a cidade ainda está por acordar...
Bem alto, faz-te ouvir, faz-te sentir,
Como se a nossa hora esteja por vir...

As ruas que à noite me falam,
No deserto meu sentido de existir,
Nunca sabem por onde andam
As almas que ouso vestir...

E tudo na vida é dizer nunca,
Nunca de existir existindo...
Ninguém nos espera, tudo vai partindo,
Numa barca levada por qualquer vagabundo...

Álvaro Machado - 20:04 - 18-10-2013

Pequena confissão

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Sinto-me tão sozinho
Como um pôr-do-sol
Quando ninguém o está a olhar...

E dói-me tanto ser e estar assim
Que começa a anoitecer
Para lá dos navios invisíveis...

Tão triste da vida, vadio do universo!...
Não tenho ninguém para poder estar...
Poeira levantada que desvanece num instante...

E de uns tantos lugares sombrios onde o meu coração se esconde,
Aqui continuo, numa recôndita sensação esfria
Concebida p'ra minha solidão!...

Álvaro Machado - 19:12 - 14-10-2013