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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2014

sentado.

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sentado os dias passam
e no passar deles
simples, ainda mais duram
do que antes.

no correr do tempo
acolhemos a ilusão
para também corrermos
na mágoa sem a ter.

porém, levanto-me.
ergo-me.
astro-rei de mim
eu criei.

escolho saber de mim
em vários eus a meio caminho
no cansaço das eras
e dos lânguidos olhares.

vou findar, triste história inacabada
que alguém escreveu...
tremidos versos que haviam de nascer
pela consciência de todo mal...

sentado. vendo o tempo a passar,
a chama da fogueira a queimar,
ardemos, tu e eu, com a lembrança
que tinha de existir.

na memória, as cinzas
leva o vento, a voz do senhor
é o extenso universo
incompreensível a baixos olhos.

Álvaro Machado - 00:23 - 25-02-2014

Voando na inconsciência

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Voa um pássaro
Na inconsciência que Deus lhe concedeu
Por sorte ele voa nas brisas que vão calhando
Sem pensar, a bater as asas, para a frente e para trás
Só para conhecer o mundo.

E para ele tudo é assim.
Assim do nada é tudo.
O mundo existe só para ele,
Vem o sol, vem a chuva,
Somente gira p'ra si.

É feliz, então.
E às vezes, pelo acaso da vida, lá se encontra
Com outros pássaros a meio da viagem.
Mas todos são felizes e verdadeiros companheiros
Na ironia da vida.

Álvaro Machado - 18:03 - 23-02-2014

Lúcido nocturno

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Noite adentro o vento passa,
Da lua no alto sentido
Suspira o coração pela vida,
Por aí se sentir vivo.

Do lado de fora, ilumina-se a noite,
Tudo é tão puro e tão forte
No ser livre e poder contemplar
O sentido de aqui estar...

Sou um pequeno ponto entre vácuo
Ígneo que não se dá por vencido
Crê no orbe, no desconhecido
Na origem de mim.

Sinto-me eu próprio uma noite fria,
Um luar visto, mas esquecido;
Apenas uma paisagem que retida ficara
Sem crença, sem esperança, sem nada.

Álvaro Machado – 19:19 – 22-02-2014

Questão simbólica.

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Amanhã haverá sol, viverei?
Continuará a passar-me o tempo pelas mãos
E eu a fazer-me de esquecido, deixando-o passar?
Continuarei a passar como passei,
A sentir assim os dias vãos
Na expectativa de acabar ou continuar?

Na incerteza que se nos vem atravessar
Cremos no certo, fazemos o errado.
Iludidos com o estar a passar
Achamos que se deve continuar
No presente, esquecer o passado
Não fazer perguntas, apenas consentir e calar.

Mas a minha alma, essa, será intemporal.
Afincadamente constrói-se-me uma espiral
Sonhos tenebrosos, viagens no submundo,
Confusões no pensar de onde sou oriundo...
Uma brisa acorda-me, é novo dia em Portugal
E no resto do mundo!

Álvaro Machado – 01:43 – 22-02-2014

Dúvida?

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Um barulho ensurdecedor e incessante
Acerca-me na linha de comboio,
Mas porquê meu destino errante
Num destino triste, sem qualquer apoio?

Sabes... eu olho para os dois lados
Para o dia e para a noite e não os entendo
Serão dois mundos criados
Para se ir percorrendo?

Tenho muitas dúvidas, de mim, do que vejo.
Do que escrevo, do que sinto.
Às vezes aquilo que nem quero, digo que almejo,
É a verdade daquilo que eu minto.

Comboio, passa e leva-me.
Eu não quero ser feliz.
Quero que os outros não sofram, encontra-me
Na metafísica que eu sempre quis.

Álvaro Machado - 23:33 - 20-02-2014

Cântico Negro

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Desta vez não vos trago um poema, antes uma pequena actuação minha numa intervenção cultural em Marco de Canaveses, o "FAZ". Desta experiência absorvi duas convicções: a primeira é que temos pessoas, em Portugal, capazes de impulsionar a arte e divulgar os artistas; a segunda, não tão boa, é que as pessoas não se deslocam a eventos, diria, apelativos, talvez pela sua inércia.

Acredito que isto vai mudar. Deixo-vos aqui, então, o poema Cântico Negro de José Régio recitado por mim.

Com os melhores cumprimentos,

Álvaro Machado

Porquê?

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Mundo que me rodeias Porque me levas por esse lado? Eu não queria estar sentado Preso por entre as paredes A receber a mágoa do passado O presente do nada, O futuro naufragado...
Queria poder sentar-me contigo Onde arde-se uma fogueira Entre nós, houve-se sentido, luz ao fundo, Que a chama ainda tivesse vida... Mas o que posso eu fazer, para onde hei-de voltar? Todo o meu dia é feito de pequenas coisas E a todas elas eu intensamente consigo amar, Todas únicas e especiais, sofro como elas sofrem...
Então é assim, mundo? Porque me rodeias pelo mal? Se eu só te peço uma fogueira para poder aquecer as mãos, o coração, E um jardim escasso de vida humana, impregnado de sonhos, Para eu poder recitar os meus poemas, escrever os meus sentimentos, Chorar quanto foi meu e não é, quanto eu não consigo ser,
O mal de todos os males é a humanidade, ó mundo!
Álvaro Machado – 16:11  - 15-02-2014

Consciência do fim

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Paremos um momento
Para que tomemos consciência:
Podemos acabar a qualquer instante
Enquanto chove, enquanto não chove,
Por igual caímos no chão...

Tão leves e inocentes somos
Na hora, porque não a pensamos
Apenas tínhamos ouvido o pássaro a cantar
E a casa a tremer, mas não ruir.

Éramos como imortais naquele tempo
Grandes feitos nos esperavam;
E agora o que resta senão a memória vaga,
O aperto do saudoso coração?

Álvaro Machado - 15:14- 14-02-2014

Estado de alucinação

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Assumir o declive que a alucinação traz
Pela miragem, o suicídio do consciente,
O dar a mão à extravagância da mente
Trocar os beijos da integridade
Do corpo e dele o que jaz.
Humanidade.

Não posso crer... Silêncio no infinito!
Vejam, o poente do sol a passar
Estender a mão, em caminho de se aproximar
Com luz intensa e com sabor a incenso
Quente, intenso.
O que aqui está escrito?...

Selvagens como alguém quis que fossemos
Um momento: porque uns aos outros nos queremos, desejamos?
Desejar tudo, prolongar o espírito ébrio
Deixar tudo, viver pelo momento e tragédia,
Escorrer pelo rio
Como saber estar morto.

Cambalear pelos efeitos secundários.
Afinal, vários...
Vários sóis, vários eus numa praia inacabada...
E superior que continuas superior
Ergue-mo para te olhar, prestar o louvor
Que nem existe e não é nada.

Álvaro Machado – 11:28 – 11-02-2014

Por hoje acabou

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Hoje ninguém existe.
Nem o meio termo nem a saudade,
O sol poente e a neve dos altos montes
Longínquos como temos sido
Acabou agora mesmo de cessar.

Hoje toca o sino da igreja
Que assinala o nosso fim
Estende-se fúnebre pelas casas e pelas ruas
E desvanece como que perdido
Assim nós o temos sido.

Hoje nada é nada.
Nós somos como pó no meio da estrada,
Somos relembrados, somos esquecidos,
Somos uma tempestade e um vendaval,
Uma origem e um final...

Álvaro Machado - 14:06 - 10-02-2014

O tanto da vida!

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Quem me dera que eu pudesse explicar O tanto que sinto quando estou a fitar Uma ave pelo céu a voar, Poder dizer-vos a liberdade que existe No eu conseguir os limites ultrapassar Só com o sentir de um olhar.
Quem me dera que pudessem acreditar Naquilo que a nossa alma consegue sentir! Se tu existes, e se por acaso aí em cima estas a observar, Vê bem como o nosso coração ultrapassa as fronteiras Que tu próprio construíste como barreiras Ao nosso dizer que sabe o que é amar.
Tenho tanto aqui dentro, meu e não meu, Que construo a cada dia como uma grande obra de arte Se ficará no segredo, será também teu, O não sei, são coisas que só a vida ainda percebeu. Cabe-me escrever isto, antes que a nau desembarque.
Um dia, será que alguém os meus sentimentos leu?...
Álvaro Machado – 22:13 – 08-02-2014

Metafísica ponte

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Derroca-se uma ponte Imbuía de sonhos, do que queria para mim Anos levei para, na minha mente, A construir, torná-la verdadeira, Parte de mim e do meu ser. Bem me recordo da vontade, do ânimo De saltar da cadeira só com a ideia a surgir! Bem me recordo de como eu era... Frenético, imparável, pronto para conquistar o mundo. Vozes contra? Nem se faziam ouvir.
Mas a ponte, agora, derroca-se Diante do meu ser. Desmorona tudo, tudo aquilo que poderia dizer Ser a minha essência. E tanto mais não é que eu olho reconfortado Com minha própria impotência Ao ver que o sonho está a ser atacado E eu nada faço para o impedir?
Não sei, desculpem-me, mas não sei O porquê de não conseguir reagir, De não conseguir tirar os pés do chão, De não conseguir dizer: não, não a levem! Eu não quero nada, sinto-me cansado de tudo, Em mim mora a inércia e a descrença De tudo e por tudo, se acabar, que acabe, Se continuar, que continue... Eu simplesmente deixei de me interessar.
Mas porquê a minha ponte, Os meus …

Nós acabando

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Tão assim perpassa
Nossa, ao frio, ao relento;
Vede que sentimento
Nos ultrapassa!

O leve que pensamos
Inda agora se perdeu
Como ele, nós acabamos
- Horizonte que desvaneceu.

Tudo não passa de estar
Sentados a sonhar;
Não se sabe sequer que é o viver,
Haja o que houver!

Paremos: escutemos afinal
Quem é a força lá fora.
Passa a hora?
Passa em todos por igual.

Todos duram ou tentam durar,
Vivem, escondem, fogem.
E na hora que vem para acabar
Finda, todo o homem.

Fundamento sem o ter,
Sonhar em uma prisão,
Ouvir o que da chuva acontecer,
De súbito aquela percepção!

Álvaro Machado – 23:53 – 07-02-2014

Dirigido ao céu

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Levanto-me, seguro pela mão
Com inocência acolho a ilusão
Afincadamente sou uma alma
Que te pede paz, que te pede perdão.

Acho que sou feliz, em momentos.
Acho que posso ser um ser comum...
Mas o rolar dos acontecimentos
Prova-me que não consigo ser qualquer um...

E tu, figura do além,
Porque me fazes sofrer como ninguém?
Atiras-me sempre para o chão.
Deixas-me confuso, deixas-me ser vão,
Andar pela rua perdido
Ao sabor do vento entristecido...

Tão cruel, tão real é o que me tem acontecido
Um vazio no coração imbuído de escuridão
É aquilo que me dás, não aquilo que tenho pedido.
Peço-te paz, concedes-me mágoa, dor, solidão.
E eu não te fiz mal, tornei-me uma hora do ocasião,
(Onde jaz?) talvez nem tivesse vivido...
Não adianta vir a ilusão. À deriva sou-me.
Super-vadio que merece pensar
Somente num recanto do mundo, contemplar
Coisas naturais como ser feliz, mas na distância, que agora vou-me
Refugiar na dor que só eu sei interpretar.
À deriva sou-me, à deriva eu sou, ouve-me...

Deus…

Dois de nós

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Que silêncio em sentir
A ideia da presença
Da chuva a cair.
Que silêncio o dela existir
E ser mera lembrança.

Porque nem ela nem eu
Existimos no plano.
Não passamos de uma ideia que se concebeu,
Que indo estreita se alargou
Num fugaz engano.

E de tanta chuva neste meu pensamento
(Espera. Como não consigo voltar a ser?)
Ao olhar, por de trás da janela, lá p'ra fora, que constrangimento
O é não conseguir saber voltar e viver
Com novo alento...

Que me dói, então?
Saber que não posso dizer-vos que existo, dizer-vos quem sou.
Não tenho ninguém, vagabundo do dia que passou
Foi no outro dia o que me chamou
O meu próprio coração!

Quebrada barca
De partida se desvaneceu no horizonte
Um infeliz homem embarca
Já velho e cansado do que disfarça.
Meu querido Orionte!

Álvaro Machado – 22:53 – 06-02-2014

Essência.

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Debaixo de ti
Rios correm, anos passam, crenças se perdem, sonhos se transportam.
Por cima de ti
Sóis doiram, luas encantam, astros movem, estrelas alentam.
E em ti, e só em ti,
Um mundo à parte surge especial
Sem que a razão e a estética compreendam
Nem que os olhos de ninguém fite.
Só para ti ele existe, só para ti ele o é. Mais ninguém dele fará parte.

Não temos tempo, é-nos escasso, somos nós contra a força natural.
Em breve, levar-nos-ão. Para onde, é escuro e frio?
Aquece-te à fogueira da liberdade, deita o medo para a profundeza do mar.
Quem tem o seu mundo, tem a sua liberdade, é único entre outros,
Pertence a uma espécie muito rara de deambulantes.
Debaixo de ti, por cima de ti,
Estão os teus sonhos, a tua voz, o teu coração.
Libertário!...

Álvaro Machado - 14:52 - 05-02-2014

Frio vazio

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Deixa esfriar
Os sentidos.
Deixa-nos acabar,
Sermos acabados
Sem pensar.

Foge então
Corre, se tempo tiveres;
Esta vida não queres,
Tudo é triste e vão
Na escuridão.

Eu não sou feliz,
Nunca quis ser.
Achava que o que se diz
Era assim, deixei amanhecer.
Nada havia de haver.

Só vazio, só nada
Numa espiral
Que ia embalada
De tristeza dada
E infernal...

 Álvaro Machado – 20:11 – 03-02-2014

Não ser só como tinha que ser.

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Não consigo - talvez não consiga achar -
Um sentido para meu pensamento.
Então, que me resta? Saber esperar
Que o dia tenha novo movimento?

Mas ele todos os dias tem um.
E todos os dias se movem no universo mais.
Que surge de um pequeno espaço sentimentos especiais
E eu não ser ter nenhum.

Tão o é profundo!
Como nunca ninguém achou concebível!
Tão o sou vagabundo
De um lado de lá impossível

Esse lado chamado: universo em crescente,
Nunca mais cessará de o haver;
E que agora o meu estado é o de esquecer
Que estou aqui vivo e presente.

(Não: deixem-me sozinho no espaço!
A deambular por entre a vida e a morte,
A descobrir porque existo, o que aqui faço,
E se o meu destino avizinhará azar ou sorte...)

Em permeio de tantas estrelas, de tantas galáxias,
Tenho, como uma criança, a certeza de outras vidas
Para além da minha insignificante...

Hei-de passar por um outro lado, entre outras vias,
Que me façam o não ser só como querias
- Um poeta errante...

Álvaro Machado – 19:58 – 03-02-2014

Navio perdido

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Sou um navio perdido
Na calha da sorte do mar
Para trás deixo a terra, o meu lar,
Tudo aquilo porque tenho vivido.

Estou na corrente da indefinição
- Seguro e ergo a haste,
Vou ao leme, o mar que não arraste
Para o indefinido o meu coração.

E se eu me tornei assim
Foi porque quis alguém…
Calhou-me este destino
E a mais ninguém…

Sou um navio perdido
Na eterna saudade;
Porquê tanta mágoa sem sentido
Na minha eternidade?

Álvaro Machado – 11:48 – 02-02-2014

Sociedade.

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Não. Vocês não sabem quem sou.
Não sabem nada sobre mim.
Vocês são a sociedade, são uma paisagem distante
Por onde ninguém atravessou.
Todo o mal e inveja vislumbrado nos rostos,
Pouco a pouco vejo que são todos iguais, o mesmo!
Sabem lá o que é ter cismo,
Contemplar o sentido da vida, esperar que ela cante
A melodia dos nossos dias, o nosso fim.
Afinal, que sou, que quero, por onde vou?
Arrasto-me de um precipício
Para um recanto com janelas abertas;
Pensarei assim, mais calmo, nas novas descobertas
Deste meu novo vício
(Ó meu coração!)
Desta minha nova solidão.

Álvaro Machado - 15:10 - 01-02-2014

Mensageiro divino.

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Em plena manhã clara,
Dando pela presença de alguém,
Fico estático e expectante
Do além, do que virá.

De súbito, do horizonte surge alguém.
Apresentando-se como mensageiro – e divino –
Uma vénia fez e logo proferiu:
«- Pois venho em segredo entregar
Este manuscrito: é destinatário um arrependido homem!»

E aquelas palavras se me esbateram,
Se me estremeceram no coração como um raio adormecido.
Seria ele uma premonição de minha futura tragédia,
De meu precoce fim?

Entregou-me o mensageiro a carta d’arrependimento.
Havia sido escrita por ti. Escreveste-a em tortas linhas horizontais,
Repletas de metáforas sobre uma qualquer luz frouxa
Que dizes ser eu…

Pois eu – não conhecendo o sentido real da vida nem o meu próprio –
Respondo-te agora, pelos meus versos curvados e leais,
O imenso sofrimento de estar só e consciente
Da tragédia da vida humana.

Álvaro Machado – 22:26 – 31-01-2014

Pranto incessante

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Quando o pranto não cessa
E ecos do corredor, atónitos,
Soam como gritos - e como sofrimento -
Meu coração é vulnerável.

Quando o mal nos entra noite adentro
Como se houvesse alguém ofendido Deus
E Horas de dor se atravessam impiedosas
Suplicar é desespero e falta de esperança.

Quando, ó sombras inúteis, eu fui alguém
Não tinha o limite, nem o achara nunca.
E por não o ter, ele me encontrou.
Por ele me encontrar, ele me destruiu!

Álvaro Machado – Sem hora – 24-01-2014

Isolado.

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Muito tempo; e eu não sei o que é lá fora…
Não sei se os dias são dias
Nem se as noites são noites;
Não sei se barulho ensurdecedor
E pessoas entre ele existem…

Haverá luz? Haverá sombra?
Como outrora?
Haverá humanidade para lá disto,
Atónita sinfonia do desalento?

Aqui é tudo calmo.
Os homens que me vêm ver são acolhedores, simpáticos,
Mas longínquos quanto às sensações e aos sentidos…

Tenho um vasto oceano e uma tenebrosa corrente
Para a minha pequena nau enfrentar:
Indefinição, vácuo, confusão de sentidos!...

Álvaro Machado – Sem hora - 29-01-2014