Estado de alucinação


Assumir o declive que a alucinação traz
Pela miragem, o suicídio do consciente,
O dar a mão à extravagância da mente
Trocar os beijos da integridade
Do corpo e dele o que jaz.
Humanidade.

Não posso crer... Silêncio no infinito!
Vejam, o poente do sol a passar
Estender a mão, em caminho de se aproximar
Com luz intensa e com sabor a incenso
Quente, intenso.
O que aqui está escrito?...

Selvagens como alguém quis que fossemos
Um momento: porque uns aos outros nos queremos, desejamos?
Desejar tudo, prolongar o espírito ébrio
Deixar tudo, viver pelo momento e tragédia,
Escorrer pelo rio
Como saber estar morto.

Cambalear pelos efeitos secundários.
Afinal, vários...
Vários sóis, vários eus numa praia inacabada...
E superior que continuas superior
Ergue-mo para te olhar, prestar o louvor
Que nem existe e não é nada.

Álvaro Machado – 11:28 – 11-02-2014

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