Navio perdido


Sou um navio perdido
Na calha da sorte do mar
Para trás deixo a terra, o meu lar,
Tudo aquilo porque tenho vivido.

Estou na corrente da indefinição
- Seguro e ergo a haste,
Vou ao leme, o mar que não arraste
Para o indefinido o meu coração.

E se eu me tornei assim
Foi porque quis alguém…
Calhou-me este destino
E a mais ninguém…

Sou um navio perdido
Na eterna saudade;
Porquê tanta mágoa sem sentido
Na minha eternidade?

Álvaro Machado – 11:48 – 02-02-2014

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