Pranto incessante


Quando o pranto não cessa
E ecos do corredor, atónitos,
Soam como gritos - e como sofrimento -
Meu coração é vulnerável.

Quando o mal nos entra noite adentro
Como se houvesse alguém ofendido Deus
E Horas de dor se atravessam impiedosas
Suplicar é desespero e falta de esperança.

Quando, ó sombras inúteis, eu fui alguém
Não tinha o limite, nem o achara nunca.
E por não o ter, ele me encontrou.
Por ele me encontrar, ele me destruiu!

Álvaro Machado – Sem hora – 24-01-2014

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