Sociedade.



Não. Vocês não sabem quem sou.
Não sabem nada sobre mim.
Vocês são a sociedade, são uma paisagem distante
Por onde ninguém atravessou.
Todo o mal e inveja vislumbrado nos rostos,
Pouco a pouco vejo que são todos iguais, o mesmo!
Sabem lá o que é ter cismo,
Contemplar o sentido da vida, esperar que ela cante
A melodia dos nossos dias, o nosso fim.
Afinal, que sou, que quero, por onde vou?
Arrasto-me de um precipício
Para um recanto com janelas abertas;
Pensarei assim, mais calmo, nas novas descobertas
Deste meu novo vício
(Ó meu coração!)
Desta minha nova solidão.

Álvaro Machado - 15:10 - 01-02-2014

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Da outra margem!

de folha em folha, tudo cai vão

Jorge de Sena - Uma pequenina luz bruxuleante