O presente.


Nunca espero por ninguém
Mas... as ruas por onde passo estão desertas,
Que viva alma não se vê nelas.
Porquê? O comércio estagnado, o povo lívido
Que não ousa nem sair de casa?

Disse eu ao meu tio, na expectativa.
E na expectativa continuamos, calçada abaixo,
De poder ver rostos, cruzar-mos com alguém,
O que não posso deixar de achar natural,
Não vos parece?

Mas não... de maneira nenhuma são normais estes tempos.
Por lá, esses do poder, manhosos de fato e gravata,
Deixam-nos a percorrer o ermo.
E vai tornando-se, o comércio cheio de vida, num silêncio profundo
Sem ninguém que o percorra.

Álvaro Machado - 16:43 - 08-03-2014

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