silêncio do condenado


digo-te não.
os corpos nem são
como dizíamos ser...

digo-te, numa canção,
o que nunca soube dizer
ao meu coração...

é o não que é sim,
o nunca que é para sempre
e até ao fim...

fui embora.
agora vagueio por esta estrada fora
cheia de disformes movimentos à roda...

é irónico o destino.
sermos tudo, termos tudo, fazermos tudo...
para quê?

não tarda, acabamos.
o que fomos, já não somos.
o que somos havemos de não ser.

...

e no meu não
fica o verso que te diz:
hei-de voltar.

Álvaro Machado - 14:24 - 10-08-2014

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