quadragesima dies


Deleitam-se na crença
No corpo e no sangue
E mantêm a fé
Em seu destino langue

O enobrecimento do gesto,
Da farsa que em todos persiste,
Como vil nos soa em manifesto
Que talvez o senhor não existe…

À beira da natureza é que nos vem a paz
Longe do bater do sino e da prece nefasta
Acreditar que lá em cima todo o bem nos dás
É razão que baste para tanta gente que se afasta

No olhar onde o homem não sabe mentir
Sufocam perdidos e desvanecidos
Os homens que à força bruta querem sentir
O perdão e a fé, porque estão arrependidos...

Uma só palavra para todos vós:
Farsa.

Álvaro Machado - 15:44 - 04-04-2015

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