Índole sábia


à frente do nada onde a alma é
o ver nunca soube do saber
e a morte nunca havia de querer sair
dos que a ouviram...

então soara cada vez mais
lá do fundo, da casa longínqua,
o eco onde mortes são iguais
a um virar de página...

sempre indo à deriva
(vendo-nos de permeio...)
num ir diante de uma escuridão cerrada
às avessas com a verdade...

para quê um sábio
no meio do nada que é cave
habitada pela alma
do outro lado da estrada?

Álvaro Machado - 19:05 - 03-05-2015

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