Diploducos


Não percebo os campos verdes defronte
Nunca percebi verdadeiramente nada...
Um livro inacabado preso ao vidro baço
Separando eu e aquela vida quotidiana.

O comboio parte cedo na velha aldeia em escombros
Nas carruagens mórbidas inalamos fumo
Sem saber as consequências do indefinido

Ah tão claro e controverso!
Universo sobre cada átomo seu!
Praças imundas, rostos lividos, cépticos
Nas entradas do coliseu romano!...

Assim serei. Assim seremos.
Vácuo dinâmico e errôneo.
O que me destrói não sou eu nem os erros humanos:
É aquele vidro baço.

Álvaro Machado - 01.09.2017

Dedicado ao meu amigo Leo!...

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