Desventura insensata


estou entregue ao ranger do vento
à gigante onda que defronte se ergue
aos dias às noites ao sistema solar longínquo
entrando pela janela d'um quarto esquecido

estou entregue a uma qualquer força estupenda
que consome toda a minha energia vital
esvai-me esventra-me corrói-me
para o fundo vácuo

e a dimensão e a solidão e a insensatez
têm como natural consequência o refúgio
o desaparecimento precoce
de estar assim entregue

Álvaro Machado - 20h05 - 19.10.2017

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