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Subconsciente

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Os sentidos na noite purificam
Até ao infinito.
Noite significa morte. Silêncio. Amor. Contradições.
Qualquer coisa que a montanha insista como impossível...

Um barco parte. Sem significado,
O horizonte espera como que pelo sol que virá não tarda.
Nem é cedo, nem é tarde.
São os contrastes do pensamento metafísico,
Da alma cortada por uma faca despida de preconceitos.

Tem calma, todos somos assim.
Deixa o silêncio entrar. Nada é de outra maneira senão nada...

Encontro no excesso
O meu refúgio para viver
Os disformes espaços que
Ora surgem ora desvanecem
No mesmo tempo...

Descansa, dorme. Solitário homem.

Álvaro Machado - 02:36 - 18.08.2014

Estado de alucinação

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Assumir o declive que a alucinação traz
Pela miragem, o suicídio do consciente,
O dar a mão à extravagância da mente
Trocar os beijos da integridade
Do corpo e dele o que jaz.
Humanidade.

Não posso crer... Silêncio no infinito!
Vejam, o poente do sol a passar
Estender a mão, em caminho de se aproximar
Com luz intensa e com sabor a incenso
Quente, intenso.
O que aqui está escrito?...

Selvagens como alguém quis que fossemos
Um momento: porque uns aos outros nos queremos, desejamos?
Desejar tudo, prolongar o espírito ébrio
Deixar tudo, viver pelo momento e tragédia,
Escorrer pelo rio
Como saber estar morto.

Cambalear pelos efeitos secundários.
Afinal, vários...
Vários sóis, vários eus numa praia inacabada...
E superior que continuas superior
Ergue-mo para te olhar, prestar o louvor
Que nem existe e não é nada.

Álvaro Machado – 11:28 – 11-02-2014

Alucinar

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Segundos que passaram parecendo anos,
Repentinas passagens que se eternizam...
Mas eu quero não ter uma decadência tão grande como a que tenho tido!
Por favor, Deus. Deixa-me sair do cismo deste quarto escuro que tem como passagem o universo,
Deixa-me sucumbir, fazer-me esquecer da minha solidão. E da dor que perpassa em minha fronte!
Que senão eu mesmo termino com isto!
Ah! Que raiva que sinto quando passo as mãos nos meus cabelos e alucino!
(Mas tu não vês que o destino foi traçado? O que tu vives não existe,
Foi criado para que contemples a tua própria morte e mais nada.
És uma partícula perdida para sempre no vasto universo.)
Mas ninguém sabe, realmente, o sofrimento impregnado nas horas a que vou sobrevivendo...
Ninguém. Isto não é para se viver...

Álvaro Machado - 01:32 - 27-12-2013

Alucinação minha

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Tem estado tão longe o sol da terra
Como antes nunca havia estado
Se eu soubesse que da paz surgiu guerra
Deste mundo, eu próprio, me teria naufragado.

Só tem sido interessante a mudança da corrente
- Ora me puxa, ora me afasta, mas nunca me há-de largar.
É uma relação doentia, minha e do mar,
Um pouco comovente.

A distância é só uma alucinação de aqui estar.
A terra mantém-se perto do dia de sol e da noite de luar.
E a vida lá vai indo, devagar, tão calmamente
Que adormeço, levemente.

Álvaro de Magalhães - 21:56 - 22-05-2013