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Universo que espera

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Sei que tudo está à minha espera.
Que o universo está no infinito
Da minha voz e dos meus sonhos
E vai adiante, a multiplicar-se
O sentimento que é grande
Como um Deus.

Por mim a força do mar
E a luz do astro-rei
Se concentram,
Brotam em força transcendente
Pronta a derrotar o conformismo
Que sustem o mundo.

Irei escrever os versos sublimes
Que o meu coração tanto reclama.
Tudo me espera. O mundo inteiro!
Enchem-se as praças de sensações,
Aves que pelo céu voam alegres,
Ruídos dos carros deste século
Sem chama.

Mas eu subo a esta mesa de madeira
E digo-vos que este sou eu,
Sem medo nenhum da verdade;
E sei ter a consciência que a morte é um desfecho
Do mais natural pensamento concebido por Deus.
Aqui em cima sou livre. Tenho a alma inavegável.
E os sonhos vão conquistar o mundo.
Ele espera por mim!

Álvaro Machado - 23:19 - 18-03-2014

Ordem.

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Acorda. Hoje ainda estás aqui.
Seria pior se tivesses partido precocemente.
Precipita-te para a janela da velha casa
E vê somente os pássaros a voar.

Encanta-te. Não há nada mais sublime
Do que vislumbrar um himenópode
Defronte, naquela telha quebrada,
Cantando qualquer melodia.

Esquece então o enfado da noite passada.
Não acabes contigo, não sofras mais…
Porquê sofrer se nunca haverá nada de mudar?
O único que muda és tu: ninguém!

E hoje cruzar-te-ás por qualquer figura humana
Que esteja a varrer as folhas do Outono entristecido…
Não são as folhas que são varridas, senão almas
Há muito, neste espaço de tempo, perdidas!

Álvaro Machado – 15:10 – 04-11-2013

Sobre reis

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África

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Ó mundo! Voar, Voar!

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Pequeno alívio d'alma

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Eu estava fechado numa pequena sala. Era escura e doía pensa-la. E todo o mundo lá fora me esperava - Quando saí nem acreditava.
O sol escondido nas nuvens acizentadas, As aves voando sobre as casas E eu, parecendo também com asas, Voava de costas voltadas...
Senti alívio em tudo; já não pesava a alma... A esperança renascia de uma tarde calma, E todos me sorriam, todos me adoravam...
O vento batia-me na face e já não sentia amálgama, Já não sentia impossibilidade no prazer de viver da fama. E todos me sorriam, todos me admiravam...
Álvaro Machado - 15:05 - 15-01-2013

Fogem, as aves…

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