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Dúvida?

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Um barulho ensurdecedor e incessante
Acerca-me na linha de comboio,
Mas porquê meu destino errante
Num destino triste, sem qualquer apoio?

Sabes... eu olho para os dois lados
Para o dia e para a noite e não os entendo
Serão dois mundos criados
Para se ir percorrendo?

Tenho muitas dúvidas, de mim, do que vejo.
Do que escrevo, do que sinto.
Às vezes aquilo que nem quero, digo que almejo,
É a verdade daquilo que eu minto.

Comboio, passa e leva-me.
Eu não quero ser feliz.
Quero que os outros não sofram, encontra-me
Na metafísica que eu sempre quis.

Álvaro Machado - 23:33 - 20-02-2014

Pelo comboio.

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Se realmente existisse esta viagem,
Poder-se-ia declinar a rota, poderíamos ir na dianteira,
Esquecer-se que para além à margem
E viajar com a paz na alma p’ra vida inteira.

Meio sonâmbulo, meio morto,
Mas com a tranquilidade certa
Para esperar uma nova descoberta
E fugir deste mundo absorto.

Encostados ao mar,
Pertos de amar,
Feitos p’ra viver!

Com o destino a nos cruzar,
Criamos laços para depois tudo acabar.
Somos feitos de anoitecer!

Entretanto, quem vai ao meu lado
Vai estando a ler
Um livro qualquer
De um escritor consagrado.

Consagrados, porventura,
Deveríamos ser todos!
Todos poetas de uma vida dura
E todos encantados!

A meio caminho estamos indo,
Passando pela cidade nunca vencida,
Um rio inteiro correndo, o olhar caindo,
E a vida acabada de ser perdida…

Mondego que nunca te irei esquecer,
Tenho que me encontrar noutro caminho
- Muito, pouco, perto ou longe, o que houver
Será o rasto do meu pergaminho.

Hei-de ficar caído.
Com o coração partido.
E nunca à margem hei-de estar

Revoltosa inércia

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