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canto louco

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do cimo das estrelas
perguntas-me se estou bem?
sim, estou. agora estou.
mas sinto-me acabado, sabes?
uma consciência desajustada
à minha alma jovem
abala-me por dentro.
fico derrubado.
entristecido.
e sabes, às vezes, sinto-me melhor,
chego a pensar que poderia ter vencido
todo o mal que nos acerca o coração
e corrói por dentro....
mas depois
- e que me perdoe o senhor -
o sentimento longínquo
toma o seu sombrio ritual...
o coração começa a doer
quando começa a chuva a cair...
o verso ergue-se, começo a escrever
e, sem parar, como tudo em minha volta,
começo a enlouquecer
que faço? que sou? que quero?
espera. não sei responder a questões tão simples...

Álvaro Machado - 21:39 - 18-09-2014

Subconsciente

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Os sentidos na noite purificam
Até ao infinito.
Noite significa morte. Silêncio. Amor. Contradições.
Qualquer coisa que a montanha insista como impossível...

Um barco parte. Sem significado,
O horizonte espera como que pelo sol que virá não tarda.
Nem é cedo, nem é tarde.
São os contrastes do pensamento metafísico,
Da alma cortada por uma faca despida de preconceitos.

Tem calma, todos somos assim.
Deixa o silêncio entrar. Nada é de outra maneira senão nada...

Encontro no excesso
O meu refúgio para viver
Os disformes espaços que
Ora surgem ora desvanecem
No mesmo tempo...

Descansa, dorme. Solitário homem.

Álvaro Machado - 02:36 - 18.08.2014

questionar o inquestionável.

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deus?
sou ateu.
só creio em deus
quando me sinto a morrer.
e só, também.

sou mau por isso?
não creio nele.
o olhar de soslaio é quanto baste
- as estrelas vigiam-nos
enquanto dormimos...

sei bem quem sou.
não façam barulho...
já vos disse: sei quem sou. e calem-se, calem-se já.
que agora volto-me para o céu
e fico destroçado...

venha a morte.
aí, e só aí, creio em deus.
porém, antes disso,
nunca me acerquei de velas
e preces destoadas do real.

e morto, morto agora mesmo,
vos digo... digo...
esperem... não digo nada...
o maior segredo do mundo
é mesmo esse: a indefinição.

fim, começo?
deus sabe.

Álvaro Machado - 22:29 - 19-05-2014

Desconexão

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Desta complexa e entontecida noite,
Sobra a mão morta
Que transparece o estado atónito
Do que ecoa baço...

E, em redor, um impulso
Agiganta o desejo absurdo
Para que a razão entre e responda
Quem sou eu.

(Um doido. Um doido sem nome próprio e sem ninguém para o compreender)
Talvez seja isso, talvez.
Afinal, qual é o desfecho depois de sofrer numa noite assim?

Álvaro Machado - 01:28 - 18-05-2014

Dúvida?

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Um barulho ensurdecedor e incessante
Acerca-me na linha de comboio,
Mas porquê meu destino errante
Num destino triste, sem qualquer apoio?

Sabes... eu olho para os dois lados
Para o dia e para a noite e não os entendo
Serão dois mundos criados
Para se ir percorrendo?

Tenho muitas dúvidas, de mim, do que vejo.
Do que escrevo, do que sinto.
Às vezes aquilo que nem quero, digo que almejo,
É a verdade daquilo que eu minto.

Comboio, passa e leva-me.
Eu não quero ser feliz.
Quero que os outros não sofram, encontra-me
Na metafísica que eu sempre quis.

Álvaro Machado - 23:33 - 20-02-2014

Esquecidos do tempo.

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Quem eu sou?

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A minha alma não tem dono,
Nem lugar e muito menos sentido.
Tem caminhos dispersos e ao abandono
E um frio, de vez em quando, pressentido.

Não tem horizonte que lhe alente de esperança,
Nem sol nem luar que se lhe venha a surgir.
É um todo sombrio que me tem vindo a possuir
Desde que deixei de ser criança…

Os sonhos, por vezes, são amálgamas
Que nem são vida nem são sonho;
Pertencem a um ser enfadonho
De dispersas almas…

É impenetrável, saudosa, sozinha
E para sempre será minha!

Álvaro Machado – 21:04 – 16-11-2013

Templo de fé

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Veredictum - imensos - que não salvou ninguém,
Senão a prisão que foi e deixou a evolução na muralha.
Treze almas insólitas que pregaram em Jerusalém
A revolta de mais tarde da era illuminati.
Consola-nos, agora, o poder
Que torna a chama maior e intensa.
Não sei, por fim, quem poisa nesta dúvida de Galileu.
Tudo se tornou passado.

Álvaro Machado - 21h30 - 03-09-2013

Inconsequente como um raio

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Quem sabe a real verdade? Quem sabe quem é? Quem és tu, quem sou, quem são eles? Quem fez estas normas sociais e diferenciou o correcto do não correcto? Quem me faz menos do que a si?
Levantamos dúvidas ao céu, olhando-o. Cremos em deuses só para termos algum sinal. Somos iguais para não parecer mal. Fugir a isto é pedir morte antecipada.
(Mas a mim ensinaram-me a ser normal. A mim disseram-me para ser normal. A mim, e de mim, fizeram-me uma normalidade que já daqui não sai Por mais que queira, deseje, sonhe, ame! E eu vejo, pelo mundo fora, todos os génios que partiram... Reduzidos a pó; autênticos talismãs, autênticas pedras preciosas Que partiram, partiram e não voltam. Que foram e não são.)
Todos têm sido normais desde então. Ninguém refuta o irrefutável, Ninguém contraria o único sentido, ninguém pasma o ridículo! O essencial está no exterior, sublime e imprescindível, Porque nos dá acesso à impossibilidade que a nossa condição assim estabelece.
Por fora se vêem autênticas relí…

Dimensões, incertezas…

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