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Sem esforço

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Vê como tão bem se vive
Com o sol a fazer-nos pensar
Se existimos ou se não.

Vê como os montes continuam altos
Com as árvores a fazer-nos respirar
A vida se ela existe ou se não.

Eu sou um rapaz que gosta de viver
E que só quer ficar por aqui a divagar
Como se isso fosse concebível.

Quero acreditar que sim. Estou sentado a escrever
E a olhar para o sol que me cega
Quando penso em coisas boas...

Quero-te a ti em qualquer tarde impossível.
Isso é a minha vontade neste momento.
Não quero mais nada, vida...

Álvaro Machado - 14:27 - 12-09-2013

Leviana

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Calmamente sei não existir
Como linhas de horizontes ébrios
Para quê pensar no porvir
Se, em permeio, não desvendam mistérios?

Soa-me a destino, voz ténue me sinto ouvir
Em mim sussurra friamente
Que a vida nos move e separa, e hei-de partir
Como nunca sendo gente.

Quis ser só assim, de nada e por nada.
Quem, lendo isto, não se revê na manada?
(E não sei por que escrevo, não sei em versos sentir...)

E encerro como dei início, numa rima indeterminada
Como cada alma que, não sendo gente, embriagada
Não tem caminho por onde possa ir...

Álvaro Machado – 04:32 – 04-08-2013

Castelo d’If

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Pequeno cais

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Ao meu amigo de Cherbourg!

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Escrever e ser

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Nada de mim é meu

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Nada é real, nada é dor, nada é alegria Neste mundo tão cheio de quase-verdade E tão vago de quase-sonho; Nada lhe é certo, Nada lhe é certo de ser, nada lhe chega perto de ser.
Eu não sinto no mundo real nada por ninguém, Não partilho das indecisões de ninguém, Não ajo a bem de outros... Fujo apenas, fujo além Enquanto lhe souber caminho e achar-lhe rasto!
E dirão as estrelas que fuja com elas para bem longe, Para uma nova esfera de gases mágicos, e intensas almas Viverão como eu, tão prendidas do real, tão prendidas a nada! (Mesmo o facto de escrever me entristece; não tenho cura...)
Bem longe disto, dir-me-ão elas! Tão altivas naquele céu! Tão fulgentes na noite! Tão longe da percepção! Bem longe disto... Bem longe deste nada que sofre na dor De nem sequer existir dor; do vazio da alegria que não existe!
Se me acho escondido entre folhagens sombrias? Se me acho cobarde entre parecer o que não sou? Apre! Mais do que isso, acho mostrar mais do que devia, Mais do que realmente devia …