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ilusão cósmica

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o universo é demasiado extenso
e complexo para o entendermos.
mesmo que a mente alcance as energias
vindas do submundo,
desistamos de querer o horizonte
que não nos pertence e que nos corrói.

estas noites têm sido assim,
lidas como o testamento é lido aos cristãos,
feitas de crença vã e cismo profundo...
postas em deus as nossas ânsias,
encostados para trás
a ver o que acontece depois...

e lá do cimo dos milhares de milhões de anos-luz
o sentir pulsar da energia eterna
é tomar consciência de toda esta extensão
em que vivemos e que ansiámos saber mais...
fascínio do impossível, ilusão cósmica e pervertida...

desistamos de saber mais.
não sei nem de mim.
estrela-eterna é a minha vida
universo-extenso é a minha alma...

Álvaro Machado - 18:18- 01-07-2014

Velho. Cansado.

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- Lamento que tenha sido assim; que agora esteja assim,
Mas, com o tempo, tu sabê-lo-ás: nada que te inquieta
Inquieta mais ninguém, tudo o que podes mudar não podes,
Porque estás condenado a nada mudar.

E se ao menos pudéssemos alguma coisa mudar...
Um tracejado apagar, um salmo modificar, um sentido alternar…
Qualquer coisa. Esquecer o estipulado e recriar de impossível
A possivelmente possível…

E tenho pena por ter lamentos somente a dar.
Poder-te-ia dar outras coisas, como uma casa à beira rio
- Na minha adolescência eram esses os tipos de casas
Que eu ficava, na varanda, insaciado, a desejar…

Cheguei a construir uma pequena embarcação,
Quando imaginar não era uma sensação
Mas uma verdade irredutível e cheia de razão.
E nela eu fugia. E nela eu esquecia,
Porque, afinal, vivia!

Álvaro Machado - 22:39 - 30-04-2013

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Escrever e ser

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Cantando o impossível!

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Minuciosa solidão

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Enverguei pelo caminho da razão
Sem nela existir formosura nenhuma
E nunca terá retorno lógica alguma
Para esta minuciosa solidão

É-nos longe as formas e perto a miragem
É-nos impossível não ter ideias ou motivos
Para retractar à noite, em sonhos altivos,
Numa notícia de longa tiragem...

Amamos coisas que são inexplicáveis!
Rejeitamos ter vidas fáceis!
Queremos o céu ainda que impossível seja
E desejamos sentir-nos uma harpa que harpeja,

Melodias tenebrosas que nos dificulta respirar,
Que compõe completas obras-primas que alteram
Rumos à nossa vida, por com a razão aspirar
À outra terra que sempre quiseram...

Andar a mando de outros? Vagamente ir na corrente?
Nem que sobre a nossa vida só reste histeria corporal!
Ir pela maré vã só por também essa gente
Não se abrigar do temporal?

A estrada continua e o percurso inatingível
Por esses que iguais vão pela avenida...
Só eu nessa solidão sentida
Sei que é possível...

Álvaro Machado – 16:21 – 22-10-2012