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Lapso fragmentário

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estado bruto e cru
aquém profundas crenças
sóbria dialéctica encaixilhada
ao mundo aonde girámos

estremece defronte o baco
nos navios saudosos doutro tempo
lágrimas, heroísmos disfarçados
commumente a história escreveram

mas onde, ó barcas infinitas?
nas memórias trazidas ao peito pálido,
nos desesperos repartidos ao vácuo da humanidade?
que crer? e por quem?


Álvaro Machado - 18h37 - 16.07.2017

Agora.

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Nesta viagem onde o mar é imenso
e eu sozinho no meio dele, iço a bandeira
na calma noite onde dizem haver um universo vasto
infinito de o sentir.

Já ouvi falar muitas vezes desta viagem
de começar, ir, perder-me e acabar...
e então, é neste raio de consciência
que o tempo voa como o vento lá fora

e eu, então aí sei, sei que sou o barqueiro
e também vejo a grande dimensão do mundo
como uma indefinição bem definida por alguém
que nos quer...

Bem, sei lá. Não posso entender muito.
Pouco do que sei é contemplar esta cidade inteira
(olhem como brilha, tão repleta de vida)
e isso já é quanto baste para eu chorar.

Álvaro Machado - 22.24 - 09-03-2014

Universo paralelo

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Inda agora nasceram
Não sei bem onde
Estrelas para além
De eu estar sentado
A pensar nelas…

Inda agora nascem, morrem,
Na mesma instância,
Enquanto o infinito avança
Sem ter mão no avanço
De não durar…

Como chuva, quando cai,
Ilumina no céu a esperança
De outro eu que agora
Se encontra a escrever
Por qualquer lado…

Andamos em universos dispersos
Pensamos, sentimos o mesmo.
E espero que um dia eu encontre
Com a alma do sonho
Essa outra metade de mim.

Estado de alucinação

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Assumir o declive que a alucinação traz
Pela miragem, o suicídio do consciente,
O dar a mão à extravagância da mente
Trocar os beijos da integridade
Do corpo e dele o que jaz.
Humanidade.

Não posso crer... Silêncio no infinito!
Vejam, o poente do sol a passar
Estender a mão, em caminho de se aproximar
Com luz intensa e com sabor a incenso
Quente, intenso.
O que aqui está escrito?...

Selvagens como alguém quis que fossemos
Um momento: porque uns aos outros nos queremos, desejamos?
Desejar tudo, prolongar o espírito ébrio
Deixar tudo, viver pelo momento e tragédia,
Escorrer pelo rio
Como saber estar morto.

Cambalear pelos efeitos secundários.
Afinal, vários...
Vários sóis, vários eus numa praia inacabada...
E superior que continuas superior
Ergue-mo para te olhar, prestar o louvor
Que nem existe e não é nada.

Álvaro Machado – 11:28 – 11-02-2014

Insignificante

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Do meu quarto perscruto
Infinito de toda a sensação
- Humana, sabendo, ou não...

Colide como se não nos quisesse ver.
Estonteia como se não existíssemos sequer.
Dói como uma alma que se torna incapaz por egoísmo do destino...

Todo o mundo, agora, se encurta às mentes que homenageiam a bênção.
(Talvez pouco para o que sinto...)

E todo o mundo se torna pouco entre mim.
Muito mais do que o mundo é o que eu sinto!

Álvaro Machado - 23:30 - 17-09-2013

Habeas corpus ad subjiciendum

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Eu? Não passo de uma escadaria infinita
Quanto mais a subo, mais me confundo.
Todos os meus conhecidos que por mim passam
Olham e continuam. Não se abstêm de continuar.

Para a plateia que intercepta o meu sonho, ou que por acaso se cruzou comigo,
Invoco os sentimentos de versos para que também o sintam...
Cada verso solto é para que sintam, e para que vejam bem a liberdade
Com que são ditos, assim como coisa natural...

E eu continuarei dizendo que os meus versos, tudo aquilo que tenho escrito,
São apenas tinta gasta de um coração e mente destroçados...
São como um sonho. Quando rasgo versos, perco-os para o fundo do oceano,
Perco-os para sempre, para a eterna escuridão...

Sintam como eu, dentro desta sala de sonho, o sentir que há ali nos versos.
Chamem-me louco. Completamente louco! E por isso eu leio versos,
Porque tenho inteira liberdade e convicção para o fazer!
Saiam das vossas vidas por um instante e façam por sonhar sem restrições!

Desolado, escondi-me num recanto sombrio. Nun…

Ente Supremo

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Infinito.

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Consciência

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