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Júbilo

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Jaspe

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Estendendo-te a mão, peço-te que venhas comigo até ao fim.
Em nós o eterno será o inerte princípio de não passar disso:
Um eterno que dura, não sente; um eterno de estar sozinho,
Não sabendo nunca o que é sentir-te.

E depois vens tu com a tua calma, com a tua submissão.
O mundo apaga-se e recomeça para espreitar,
O estender da minha mão, que é nobre, e a aceitação da tua,
Que é um cristal em jaspe fria.

Mas são apenas mãos. Não têm significado, nem amor, nem ódio...
O ignóbil de traje ignóbil também estende a mão quando passo,
E de ela se acercam a bondade da grandeza da sua alma e a tristeza
Do seu coração, abandonado ao relento da rua...

Mas são mãos e nada transmitem de mão para mão. (Mão de Deus!)
Estender-te a mão durante a noite aluada, olhar-te em estrelas inúteis
Que nada servem, esquecer-te à sombra das memórias não lembradas,
E no fim esperar que estendas a mão...

Não estendas a mão a quem de ti é escravo, mulher de tantas caras.
Não venhas encontrar-me ao inerte principio da vida, porque nã…

Perfil

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Mulher inventada porque perdes a rota
E vais ao acaso por essa estrada?
Mulher amada não vês que nada
Faz de ti rota?

Contigo leva os agasalhos, está fresco
Por essa estrada fora; leva esse teu ar
Gelado como teu andar...

Desaparece por entre canteiros, sem eu ver,
E vai ao acaso por essa rota que achas conhecer.
Desaparece, volta costas a esse perfil grotesco.

Mulher desencantada porque falhas a direcção?
És a doce ciência que passa no abismo e não cai
Ó altiva mulher despojada que por essa estrada vai,
Deixa chegar junto de ti esta canção...

Álvaro Machado - 14:24 - 07-10-2012