Um navio de personagens
Gostava, às vezes, de não pensar no que está à minha volta.
Quem não pensa, não tem a penumbra como horizonte,
Tem, porém, outra coisa, talvez superior, chamada inconsciência
E a janela do seu quarto é fulgente.
Quem não pensa, não vive aquelas horas de agonia
Em que até chover nos dói, ou até quando faz sol...
Não tem aquelas insónias que só nos deixam mais a sós
Do que a nossa solidão nos permite enquanto sonhámos...
Mas temos, ainda assim, que viver. Alguém tem que gostar da arte,
Criá-la, mantê-la viva, exaltar os artistas...
Por isso, eu tomo a vida com uma constante liberdade de pensamento
Que me faça roçar no outro universo paralelo deste...
E não, não estou sozinho nesta viagem. Também eu criei pequenos pensadores
Dentro de mim, para que possam estar justamente na constante busca
Do incompreensível, do longínquo segredo que arrastou gerações inteiras!
O barco leva-nos para onde calhar.
No convés vai Mister Winston, a minha recente criação,
Acompanhado de Leonard Sagè, o português perdido em Fr…
Quem não pensa, não tem a penumbra como horizonte,
Tem, porém, outra coisa, talvez superior, chamada inconsciência
E a janela do seu quarto é fulgente.
Quem não pensa, não vive aquelas horas de agonia
Em que até chover nos dói, ou até quando faz sol...
Não tem aquelas insónias que só nos deixam mais a sós
Do que a nossa solidão nos permite enquanto sonhámos...
Mas temos, ainda assim, que viver. Alguém tem que gostar da arte,
Criá-la, mantê-la viva, exaltar os artistas...
Por isso, eu tomo a vida com uma constante liberdade de pensamento
Que me faça roçar no outro universo paralelo deste...
E não, não estou sozinho nesta viagem. Também eu criei pequenos pensadores
Dentro de mim, para que possam estar justamente na constante busca
Do incompreensível, do longínquo segredo que arrastou gerações inteiras!
O barco leva-nos para onde calhar.
No convés vai Mister Winston, a minha recente criação,
Acompanhado de Leonard Sagè, o português perdido em Fr…