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Cego poeta

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Não vejo nada do que vejo.
Cansa-me ver.
Eles continuam, os consigo pressentir
Mas não quero olhar.
Deixá-los nesta distância
Que nos faz tão diferentes...

Nada vejo do que estou a ver.
Sinto-me um cego para o que passa.
Só queria poder esquecer
Tanta e tanta desgraça
Que me afronta todos os dias
Da minha consciência...

Escreveu o meu poeta da cidade,
Não vejo nada do que vejo.´
Escreve e sente em prantos
A dor que dá ao viver
Quando o homem vê no pequeno
O muito fel do mundo...

Álvaro Machado - 13:11 - 28-03-2014

Pranto incessante

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Quando o pranto não cessa
E ecos do corredor, atónitos,
Soam como gritos - e como sofrimento -
Meu coração é vulnerável.

Quando o mal nos entra noite adentro
Como se houvesse alguém ofendido Deus
E Horas de dor se atravessam impiedosas
Suplicar é desespero e falta de esperança.

Quando, ó sombras inúteis, eu fui alguém
Não tinha o limite, nem o achara nunca.
E por não o ter, ele me encontrou.
Por ele me encontrar, ele me destruiu!

Álvaro Machado – Sem hora – 24-01-2014